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| Sobre a União Maravilha |
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| Uma Família Única no Mundo |
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Sim, Senhores e Senhoras, é de linha
esta gente da Maravilha.
Das gerações que nos precederam, tivemos o exemplo. Dos
nossos pais, avós, bisavós e trisavós, recebemos a chama
da união entre os parentes.
Hoje somos os orgulhosos integrantes da Família Bittencourt
da Maravilha. Somos cerca de duas mil pessoas que
compõem esta família única no mundo, pelo exemplo
de união, solidariedade e respeito entre seus membros.
Todos nós integramos esta família única, vale enfatizar,
a única família do mundo que tem uma sociedade fundada
com o fim específico de “promover, cultivar e estreitar
os laços de amizade entre os seus membros, numa constante
cooperação moral, social e econômica”. A esta associação
os nossos antepassados – os da terceira e quarta geração
- deram o nome de União Maravilha.
Somos a única família no mundo a ter um jornal familiar,
um jornal da família, sobre a família e para a família.
Este jornal é a Voz da Maravilha, cuja primeira
edição saiu há quase setenta anos, em 1934, ou seja, há
tanto tempo que a maioria entre nós nem sequer éramos
nascidos.
Junto com isso, a nossa Família Bittencourt da Maravilha
é também a única a ter como sede um belo clube de campo
– o Clube União Maravilha - fundado há 34 anos
pela quarta, quinta e sexta geração da família nas mesmas
terras desbravadas pela primeira geração há quase duzentos
anos .
Estes nossos antepassados nos ensinaram o caminho a trilhar.
É uma estrada por vezes sinuosa, empoeirada, mas que sempre
parte do coração.
Vamos todos, por favor, percorrer este caminho e cantar
Como ir à Maravilha (com letra das irmãs Maria
Daura e Teresinha, da sexta geração, ramo de Nhonhô).
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Sinuosa, empoeirada,
Que parte do coração.
É só pegar a estrada,
Na lembrança tome assento
E deixe, asas ao vento,
Voar da imaginação. |
Contemple o velho pau d'alho,
Ele retrata, galho por galho,
A grandeza da família.
Qual um gigante bondoso,
Prossegue silencioso
Nessa incansável vigília. |
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Seja outra vez a criança,
Doida, leve, ágil ou mansa,
Que ainda vive em você.
E, usando sua vontade,
Pelas lentes da saudade,
Veja o que mais ninguém mais vê! |
E o bambuzal que ao vento
Agita em compasso lento
Sua verde cabeleira,
Foi plantado ali, parente,
Pelas mãos da nossa gente,
Das gerações, a terceira. |
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Uma figueira na estrada,
Um tacho de goiabada,
Que ainda está por raspar,
A dormideira roxinha,
No pasto de manhãzinha,
Que o orvalho vem marejar. |
Por isso, venha chegando!
Não se acanhe, vá entrando,
Que a Maravilha o espera!
Pise esta terra que a sua,
Onde o rio espelha a lua
E é eterna a primavera. |
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Até hoje todos continuamos a trilhar com alegria
esta estrada que parte do coração.
De geração em geração, a partir do exemplo dos ancestrais,
mantém-se viva a chama da amizade e da união entre os
parentes. Há quase duzentos anos. |
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